Programa de Aids realiza teste de HIV com diagnóstico rápido na concentração da Parada Gay 2009 de Campinas

Resultados dos exames que serão feitos das 9h às 14h podem ser entregues em 15 minutos após o teste que é de graça, sigiloso e pode ser feito de forma anônima; para saber mais a população deve informar-se pelo 3226 - 7475

Entrevistada: Cláudia Barros Bernardi – Médica Infectologista do Centro de Referência do Programa Municipal de DST/Aids da Secretaria Municipal da Saúde da Prefeitura de Campinas

Pela primeira vez na história da Parada Gay de Campinas, o evento contará com teste de HIV com diagnóstico rápido. Os exames serão realizados das 9h até as 14h no Largo do Pará, praça na avenida Francisco Glicério, a principal da cidade. O resultado do teste fica pronto em média dentro de 15 minutos. Mas a entrega pode demorar mais, de acordo com a demanda. Os organizadores da Parada do Orgulho de Lésbicas, Gays, Travestis, Transexuais e Bissexuais (LGTB) de 2009 estimam público de pelo menos 100 mil pessoas. O local escolhido em que o Programa Municipal de DST/Aids de Campinas realizará os testes de HIV (vírus que causa a aids) é a concentração da Parada.

O teste com diagnóstico rápido na concentração da Parada do Orgulho LGTB de Campinas é realizado pela equipe especializada do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) Itinerante do Programa de Aids da Secretaria da Saúde da Prefeitura de Campinas. Além disso contará com estrutura adequada para este trabalho. O teste é de graça, e sigiloso, ou seja, só é entregue à pessoa que fez o exame. Ninguém mais fica sabendo o resultado. A pessoa poderá, inclusive, manter-se no anonimato total utilizando apenas um apelido ou senha.

No caso de o resultado ser positivo para o HIV/aids, a pessoa será encaminhada para acompanhamento e, se necessário, tratamento no Centro de Referência (CR) do Programa DST/Aids de Campinas. A aids não tem cura mas o tratamento através de medicamentos antirretrovirais (ARVs), é oferecido gratuitamente pelo SUS em todo o Brasil. Além disso, o Centro de Referência de DST/Aids de Campinas oferece terapias complementares, inclusive para combate a eventuais efeitos adversos dos medicamentos.

Além do CTA Itinerante, que opera em grandes eventos e locais de elevado fluxo de pessoas, o teste de HIV com diagnóstico rápido é oferecido de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h no CTA Ouro Verde do Programa de Aids localizado junto ao Hospital Ouro Verde. O telefone para mais informações sobre o teste com diagnóstico rápido, gratuito, sigiloso e anônimo podem ser obtidas no próprio CTA Ouro Verde, na avenida Rui Rodrigues, 3434, ou por telefone, também de segunda a sexta, das 7h às 19h ou pelo telefone (19) 3226 – 7475.

Saúde oferece 80 mil preservativos na Parada Gay de Campinas

Medida junto ao público LGTB visa manter em queda a epidemia de aids

Como estratégia de saúde pública, o preparo realizado em Campinas é para distribuição de 80 mil preservativos masculinos durante a Parada do Orgulho Gay da cidade. O objetivo é que, dando visibilidade à camisinha, ela seja adotada como uma peça de uso cotidiano para prevenção do HIV (vírus que causa a aids) e outras doenças sexualmente transmissíveis. A Parada do Orgulho de Lésbicas, Gays, Travestis, Transexuais e Bissexuais (LGTB) de Campinas é domingo, dia 28, com concentração no início da tarde, no Largo do Pará –Avenida Francisco Glicério principal avenida da cidade de um milhão de habitantes no interior de São Paulo.

Está é a maior quantidade já entregue no evento realizado anualmente. O trabalho é pelo Programa Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (PMDST/Aids) da Secretaria da Saúde da Prefeitura e seus parceiros da Sociedade Civil. Com a medida, a Secretaria da Saúde visa proteção da saúde coletiva e individual. Durante todo o ano, moradores de Campinas usuários dos Centros de Saúde de Campinas podem buscar preservativos nas unidades da rede municipal de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). A população que deseja saber mais sobre aids e outras doenças sexualmente transmissíveis pode informar-se na unidade mais próxima do SUS ou pelos telefones 0800 61 1997, do Ministério da Saúde, ou 0800 16 2550, do Programa Paulista de DST/Aids (Secretaria Estadual da Saúde).

Secretaria da Saúde de Campinas terá 60 funcionários na Parada Gay

O trabalho é de distribuição de camisinhas, estímulo ao diagnóstico e, se necessário, encaminhamento para tratamento

Pelo menos 60 funcionários da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) da Prefeitura de Campinas trabalham dia 28 de junho, domingo, na Parada do Orgulho de Lésbicas, Gays, Travestis, Transexuais e Bissexuais (LGTB) de 2009. O trabalho é desenvolvido pelo Programa Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (PMDST/Aids) de Campinas.

A estrutura conta ainda com um carro de som contratado pelo Programa que terá participação de autoridades e convidados do Movimento LGTB para a promoção da visibilidade às ações de prevenção ao HIV/aids, estímulo à realização do teste de HIV e, se necessário, encaminhamento ao tratamento da doença. A aids não tem cura mas tem tratamento oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O atual modelo de gestão do Programa de Aids de Campinas, de acordo com as recomendações e a exemplo dos Programas de DST/Aids de São Paulo (Secretaria Estadual da Saúde) e Programa Nacional de DST/Aids (Ministério da Saúde) encontra a eficácia e eficiência nos resultados das estratégias de prevenção através da parceria com a sociedade civil organizada, pessoas vivendo com o HIV/aids e técnicos do SUS para conter o crescimento da epidemia que, no caso de Campinas, encontra-se em declínio.

Mais informações à Imprensa: (19) 9373 – 5001, com Eli Fernandes


PROGRAMA MUNICIPAL DE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E AIDS DE CAMPINAS

Programa de Aids avalia maior risco de profissionais do sexo pegarem o HIV na relação com próprios parceiros

Tema é abordado na participação semanal do Programa Municipal de DST e Aids de Campinas no “Globo Cidade” da Rádio “Globo” AM 1390, das 17h às 18h

Entrevistada: Maria Cristina Feijó Januzzi Ilario – Enfermeira sanitarista coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids da Secretaria Municipal da Saúde da Prefeitura de Campinas

Ao contrário do que pode parecer, as profissionais do sexo estão mais vulneráveis a pegar HIV, o vírus que causa a aids, de seus maridos ou namorados, já que a maioria delas relata uso correto e frequente de camisinha quando transam com seus clientes. Essa avaliação preliminar pode quebrar o mito de que as profissionais do sexo passam aids para seus clientes. “Como a maioria das mulheres que pega aids, as profissionais do sexo acabam pegando o HIV quando deixam de usar camisinha com seus maridos ou namorados”, explica a coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids de Campinas, Maria Cristina Feijó Januzzi Ilario, colaboradora do programa “Globo Cidade” da Rádio “Globo” 1390 AM Campinas, com apresentação do âncora Marco Massiarelli, através de parceria firmada entre o programa e a emissora. O “Globo Cidade” vai ao ar de segunda a sexta, mas a conversa sobre aids é somente às quintas-feiras.

A coordenadora do Programa de controle da aids em Campinas, enfermeira sanitarista, Cristina Ilario destaca que: “O que torna as mulheres, e entre elas também as profissionais do sexo vulneráveis à infecção pelo HIV é a falta de percepção de que podem se infectar, a crença de que o casamento ou o amor protegem, a violência nas relações conjugais ou íntimas, a dificuldade de acesso à informação e aos direitos de cidadania. Estamos nos unindo para mudar essa realidade. é para retirar essa afirmação(Foi através de um trabalho intenso que conseguimos, trabalhando em parceria com a sociedade civil organizada reduzir a infecção nas relações das profissionais com seus clientes. Este trabalho não pode jamais ser interrompido”, afirma a sanitarista.)

No entanto ela alerta a sociedade: É mais fácil uma prostituta pegar aids do cliente e não o contrário. “Se uma mulher que vive da prostituição tem um filho ou mais passando fome e o cliente disser que vai pagar mais para ela transar sem camisinha, nestes casos podemos dizer que elas estão entre as pessoas mais vulneráveis à infecção pelo HIV”, esclarece. Na ocasião a coordenadora do Programa de controle da aids em Campinas estará disponível para explicar e dar mais informações sobre a importância e como encontra-se o trabalho de estímulo à prevenção contra a aids com profissionais do sexo.

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PROGRAMA MUNICIPAL DE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E AIDS DE CAMPINAS

Sífilis: Como o HIV, doença pode ser evitada com uso correto e freqüente de camisinhas em todas as relações sexuais

Uso correto e freqüente da camisinha em todas as relações é a melhor forma de prevenção; teste para diagnóstico está disponível gratuitamente no SUS

Entrevistado: Vicente Pisani Neto - Médico sanitarista do Centro de Referência (CR) do Programa Municipal de DST/Aids de Campinas

A sífilis é uma das doenças mais antigas de que a humanidade tem registro. Doença sexualmente transmissível (DST) que pode ser evitada, diagnosticada e tratada, a sífilis pode ser transmitida através do contato sexual, incluindo o sexo oral sem proteção, ou seja, sem camisinha. Ela surge como uma pequena ferida que pode desaparecer e esconder que a doença avança pelo organismo. Neste caso pode levar até mesmo a uma cegueira ou doença do coração, entre outras complicações.

O controle e o dignóstico da sífilis é o tema desta semana durante a participação do Programa Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (PMDST/Aids) de Campinas no bloco “A cidade em debate” do programa “Globo Cidade”, com apresentação do jornalista Marco Massiarelli, pelos 1390 da rádio “Globo” AM. A participação do Programa DST/Aids de Campinas vai ao ar sempre às quintas-feiras, 17h30 às 18h. Trata-se de parceria entre a emissora e o programa de controle da aids e das DST da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de Campinas.

Sinais e Sintomas

A sífilis manifesta-se inicialmente como uma pequena ferida nos órgãos sexuais (cancro duro) e com ínguas (caroços) nas virilhas, que surgem entre a 2ª ou 3ª semana após a relação sexual desprotegida com pessoa infectada. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Após um certo tempo, a ferida desaparece sem deixar cicatriz, dando à pessoa a falsa impressão de estar curada. Se a doença não for tratada, continua a avançar no organismo, surgindo manchas em várias partes do corpo (inclusive nas palmas das mãos e solas dos pés), queda de cabelos, cegueira, doença do coração, paralisias. Caso ocorra em grávidas, poderá causar aborto/natimorto ou má formação do feto.

Transmissão da sífilis

A sífilis pode ser passada de uma pessoa para outra por meio de relações sexuais desprotegidas (sem preservativos), através de transfusão de sangue contaminado (que hoje em dia é muito raro em razão do controle do sangue doado), e durante a gestação e o parto (de mãe infectada para o bebê).

Prevenção

Como não há perspectiva de desenvolvimento de vacina, em curto prazo, a prevenção recai sobre a educação em saúde: uso regular de preservativos, diagnóstico precoce em mulheres em idade reprodutiva e parceiros, e realização do teste diagnóstico por mulheres com intenção de engravidar.

Tratamento

O tratamento mais indicado para a sífilis é a utilização do mais antigo dos antibióticos: a penicilina. O maior problema do tratamento é o seu diagnóstico, visto que a sífilis pode ser confundida com muitas outras doenças. Os pacientes devem evitar ter relação sexual até que o seu tratamento (e do parceiro com a doença) se complete. A gestante deve realizar controle de cura mensal.

Se não tratada, a sífilis progride, torna-se crônica e pode comprometer várias partes do corpo ou levar à morte.

Síflis congênita

A sífilis congênita é resultado da infecção do feto pelo Treponema pallidum, bactéria causadora da sífilis, através da placenta. Saiba mais.

A sífilis congênita é resultado da infecção do feto pelo Treponema pallidum, bactéria causadora da sífilis. Essa infecção se dá através da placenta de uma mulher grávida que esteja infectada pela sífilis. É uma doença grave e pode causar má formação do feto, sérias conseqüências para a saúde da criança ou até a morte.

Sinais e Sintomas

A sífilis pode se manifestar logo após o nascimento ou durante os primeiros dois anos de vida da criança. Na maioria dos casos, os sinais e sintomas estão presentes já nos primeiros meses de vida.

Ao nascer, a criança infectada pode apresentar problemas muito sérios, entre eles: pneumonia, feridas no corpo, cegueira, dentes deformados, problemas ósseos, surdez ou retardamento. A doença pode também levar à morte. Há ocorrências em que a criança nasce aparentemente normal e a sífilis se manifesta só mais tarde, após o segundo ano de vida.

Transmissão da sífilis

A transmissão da mãe infectada para o bebê pode ocorrer em qualquer fase da gestação ou durante o parto. Estando presente na corrente sangüínea da gestante, após penetrar na placenta, o treponema ganha os vasos do cordão umbilical e se multiplica, rapidamente, por todo o organismo da criança que está sendo gerada. A infecção do feto depende do estágio da doença na gestante. Quanto mais recente a infecção materna, mais treponemas estarão circulantes e, portanto, mais grave será o risco de transmissão para o bebê.

Prevenção

Realização do teste diagnóstico em mulheres com intenção de engravidar, tratamento imediato dos casos diagnosticados nas mulheres e em seus parceiros.

Tratamento

Realizar testes em amostra de sangue dos recém-nascidos cujas mães apresentaram infecção pela sífilis ou em casos de suspeita clínica de sífilis congênita. O tratamento deve ser imediato nos casos detectados e deve ser feito com penicilina. Com o tratamento adequado, mães com sífilis podem dar à luz a crianças saudáveis.

A notificação e investigação dos casos detectados, incluindo os que nascem mortos ou os casos de aborto por sífilis, são compulsórias e dever de todo cidadão, obrigatórias a médicos e outros profissionais de saúde no exercício da profissão, bem como responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e privados de saúde (Lei nº 6259).

O teste de sífilis, assim como o de HIV, está disponível gratuitamente em todos os Centros de Saúde de Campinas. Além disso, a cidade possui dois serviços especializados na realização dos testes de HIV e sífilis.

Um deles é o Centro de Testagem e Aconselhamento “Coas” (CTA), do Centro, localizado à rua Regente Feijó, 637, aberto de segunda a sexta, exceto feriados, das 7h às 19h. O telefone é (19) 3236 – 3711. O outro serviço especializado e que realiza teste de HIV com diagnóstico rápido é o CTA Ouro Verde, que funciona de segunda a sexta das 7h às 19h, à avenida Rui Rodrigues, 3434, junto ao Hospital Ouro Verde (região Sudoeste de Campinas), próximo ao Terminal Ouro Verde de ônibus. O telefone é (19) 3266 – 7475.

O teste é gratuito e o resultado só a pessoa que fez o teste fica sabendo. Nos dois CTAs o teste pode ser anônimo, ou seja, a pessoa pode usar apenas um apelido ou senha. Para saber mais sobre aids a população ainda pode informar-se gratuitamente através do telefone 0800 25 1650 (da Secretaria de Estado da Saúde) ou 0800 61 1997 (do Ministério da Saúde).

(Fonte: PMDST/Aids de Campinas e Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria Nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde)

Mais informações à Imprensa: (19) 9373 – 5001, com Eli Fernandes

PROGRAMA MUNICIPAL DE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E AIDS DE CAMPINAS

Camisinha e acompanhamento disponível no SUS desmistificam relações sexuais entre pessoas vivendo com HIV com quem não tem o vírus da aids

Sorodiscordância” é o termo usado por técnicos do Sistema Único de Saúde e ativistas da sociedade civil organizada para situação em que pessoas vivendo com HIV relacionam-se sexual e afetivamente com uso de preservativos e acompanhamento médico com pessoas que não têm o vírus da aids

Entrevistada: Maria Cristina Feijó Januzzi Ilario - Enfermeira sanitarista, coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids da Secretaria Municipal da Saúde da Prefeitura de Campinas

O uso correto e frequente de camisinha em todas as relações sexuais e o devido acompanhamento de uma equipe da Saúde. É uma receita simples e objetiva para pessoas vivendo com HIV relacionarem-se sexual e afetivamente com pessoas que não têm o vírus da aids. A orientação, aliás, é a que vale para todas as pessoas, tenham ou não o HIV. O preservativo é a forma mais segura de prevenção ao HIV, à aids e outras doenças sexualmente transmissíveis.

A condição de um casal, por exemplo, onde duas pessoas, uma com HIV e outra não, relacionam-se sexualmente é chamado de “sorodiscordância”. Esta realidade é possível e requer, como em qualquer outra relação, as mesmas medidas de prevenção. Além do sexo seguro, com uso da camisinha, as pessoas também não devem compartilhar objetos perfuro-cortantes. E neste caso valem as mesmas informações com que o Programa Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (PMDST/Aids) da Secretaria da Saúde da Prefeitura de Campinas orienta toda a população: Não compartilhar seringas e agulhas.

“Sorodiscordância não significa nada. Quando as pessoas se amam ou querem fazer sexo, o que importa é que cada uma, cada vez que isso for acontecer, cuide do seu próprio corpo. Use camisinha. Aliás, quando uma sabe que tem o HIV e a outra não sabe, é um ato de amor, muitas vezes, e um ato de amor que deixa o prazer muito mais solto e muito mais seguro quando os dois usam camisinha. Então, a sorodiscordância é um detalhe. O que é mais importante é a vida de cada um, de quem tem e de quem não tem HIV”, explica a enfermeira sanitarista Maria Cristina Feijó Januzzi Ilario, coordenadora do Programa Municipal de DSTS e Aids de Campinas.

Sistema Único de Saúde

O Centro de Referência (CR) do Programa Municipal de DSTs e Aids de Campinas também orienta as pessoas que relacionam-se com quem vive com HIV/aids para que busquem informações corretas nos serviços adequados. O SUS oferece camisinhas e teste de HIV/aids gratuitamente. “Mas a atitude de usar a camisinha e fazer o teste de HIV é de cada um”, destaca a coordenadora do Programa de DSTs e Aids de Campinas. Para saber mais, a população deve procurar o Centro de Saúde mais próximo. Ou os serviços especializados.

A aids não tem cura, mas tem tratamento. O Centro de Referência (CR) do Programa Municipal de DSTs e Aids de Campinas deve ser procurado pela população que deseja saber mais sobre o HIV, sobre a aids, sobre outras doenças sexualmente transmissíveis e sobre o uso correto e frequente de preservativos em todas as relações sexuais, bem como como acessá-los na Rede Pública de Saúde e onde fazer o teste de HIV (gratuito, sigiloso e anônimo). A população também pode informar-se sobre as DSTs, o HIV e a aids por telefone por meio do “Disk-Saúde” do Ministério da Saúde: 0800 61 1997 ou também por meio de ligação gratuita, no “Disk Aids” da Secretaria Estadual de Saúde: 0800 16 2550.

Campinas possui duas unidades fixas especializadas na realização do teste de HIV:
O Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) do Centro, telefone (19) 3236 – 3711, que funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, na rua Regente Feijó, 637, Centro.
E o CTA Ouro Verde, localizado junto ao Hospital Ouro Verde (região Sudoeste, próximo ao Terminal de Ônibus Ouro Verde), na Avenida Rui Rodrigues, 3434, que funciona de segunda a sexta, das 7h às 19h. O telefone do CTA Ouro Verde é 3226 – 7475. No CTA Ouro Verde é realizado o teste com diagnóstico rápido para o HIV, também gratuito, anônimo e sigiloso, com resultado em 15 minutos.

Mais informações à Imprensa: (19) 9373 – 5001, com Eli Fernandes

PROGRAMA MUNICIPAL DE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E AIDS DE CAMPINAS

Campinas inova ao introduzir terapias integrativas no tratamento de pessoas vivendo com HIV/aids

Trabalho é oferecido através do Centro de Referência do Programa Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids da Prefeitura de Campinas

Entrevistada: Luciene Medeiros – Médica homeopata do Centro de Referência do Centro de Referência (CR) do Programa Municipal de DST/Aids de Campinas

Terapias complementares como homeopatia e reiki, desde 1998; florais e, mais recentemente, grupos de caminhada, cromoterapia e tai chi chuan compõem um conjunto diferenciado de práticas aplicadas pelas equipes que atendem as pessoas vivendo com HIV/aids e que estão em tratamento no Centro de Referência DST/Aids de Campinas, cidade de 1 milhão de habitantes, no Interior de São Paulo.

Todos os pacientes estão em seguimento, inclusive usando medicamentos anti-retrovirais utilizados no tratamento de pessoas que têm aids. Neste caso, mesmo as pessoas que apenas têm o HIV e não desenvolveram a síndrome, também são submetidas às novas possibilidades de trabalho.

“É um suporte para o paciente fazer o seguimento, ajuda nos efeitos da medicação e deixa paciente com equilíbrio físico, energético e até emocional”, explica a homeopata Luciene Medeiros, que também é médica sanitarista no Centro de Referência DST/Aids.

Trata-se de um trabalho que reúne várias unidades de produção do Centro de Referência, maior serviço de assistência e prevenção à aids e às doenças sexualmente transmissíveis. Envolve Núcleo de Saúde Mental, Ambulatório, Serviço de Nutrição, Práticas Alternativas e Organizações Não-Governamentais parceiras do serviço.

Recomendações são do Ministério da Saúde

As práticas complementares de saúde são muito benéficas para a saúde das pessoas que vivem com HIV/aids (PVHA) e podem ser utilizadas junto com a terapia antirretroviral, sempre vistos como uma ação adicional, não podendo nunca substituir os medicamentos ARV, informa o Ministério da Saúde, através do Departamento de DST e Aids da Secretaria Nacional de Vigilância em Saúde.

Não há receitas ou fórmulas milagrosas para tratar a aids. Todos os tratamentos complementares são individualizados, levam em consideração a pessoa como um todo, avaliam o estado físico e emocional para determinar a conduta terapêutica e devem ser realizados por profissionais de saúde devidamente capacitados. Aqui se incluem a acupuntura, a homeopatia, as ervas medicinais, massagens, como o shiatsu e a reflexologia, as práticas físicas, como o yoga e o tai chi chuan, para mencionar algumas.

A Acupuntura, por exemplo, vem sendo muito utilizada para auxiliar no tratamento dos efeitos colaterais, como enjôos, náuseas, vômitos, dores em geral. Muitas destas terapias estão disponíveis no SUS, fazem parte da Política nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) e podem ser encontradas em vários serviços de saúde no país. É importante mencionar que algumas ervas medicinais ou complementos alimentares muito utilizados, muitas vezes sem indicação médica, ainda que naturais, NÃO DEVEM SER USADOS junto com a medicação antirretroviral.

São exemplos: a Erva de São João (Hipérico), usada para estados depressivos leves e moderados, o Kava Kava indicado para os casos de ansiedade e agitação, a Equinácea que melhora o desempenho do sistema imunológico e o óleo de alho, que ajuda no bom funcionamento do sistema de defesa.

Essas ervas competem com alguns medicamentos antirretrovirais no seu metabolismo no fígado, fazendo com que a concentração dos remédios seja reduzida no sangue, comprometendo o bom andamento do tratamento e podendo inclusive levar à resistência do vírus aos ARV. O alho ao natural pode ser usado normalmente na alimentação, pois tem propriedades antibióticas, antivirais e antifúngicas, além ajudar a prevenir a hipertensão e o colesterol alto. O que deve ser evitado são as cápsulas de óleo de alho concentrado.

Por isso, todos os tratamentos complementares devem ser indicados por profissionais e levados ao conhecimento do médico que faz o acompanhamento do paciente em tratamento de HIV e aids.

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PROGRAMA MUNICIPAL DE DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS E AIDS DE CAMPINAS

Cerca de duas mil pessoas em Campinas têm o vírus da aids e não sabem; teste de HIV, no entanto, é de graça no SUS

Estimativa tem como base projeções da Organização Mundial da Saúde, organismo vinculado à ONU e cálculos do Ministério da Saúde

Entrevistada: Maria Cristina Feijó Januzzi Ilario - Enfermeira sanitarista, coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids da Secretaria Municipal da Saúde da Prefeitura de Campinas

Estimativas com base em cálculos de instituições competentes de âmbito nacional e internacional apontam para a possibilidade de Campinas ter cerca de duas mil pessoas com o vírus HIV e que não sabem que vivem com o vírus que causa a aids. Para mudar esta realidade o Programa Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (PMDST/Aids) de Campinas, investe em ações para estimular toda a população a fazer o teste de aids que, no Sistema Único de Saúde (SUS) é realizado de graça, é sigiloso e pode ser anônimo.

Este é o tema da participação do programa de serviço de controle da aids em Campinas no programa “Globo Cidade” da Rádio Globo 1390 AM Campinas, com apresentação do âncora Marco Massiarelli, através de parceria firmada entre o serviço e a emissora. O Globo Cidade vai ao ar de segunda a sexta, mas a conversa sobre aids é somente às quintas-feiras.

Campinas tem dois serviços especializados na realização do teste de HIV. Um deles inclusive, realiza os exames em cerca de quinze minutos. Entretanto, todos os Centros de Saúde devem realizar o exame de forma sigilosa e gratuita, embora com prazo maior para entrega dos resultados à população. Nos Centros de Saúde a entrega dos testes de HIV é realizada em torno de uma semana a dez dias após a realização da coleta de exames. A única unidade pública de saúde de Campinas que realiza o teste com diagnóstico rápido é o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) Ouro Verde, junto ao Complexo de Saúde Ouro Verde.

O outro serviço especializado, o CTA do Centro, conhecido popularmente como “Coas”, também é direcionado à realização do teste de aids, mas a entrega do resultado também é realizada entre, em média, uma semana a dez dias após a coleta de material para os exames. E se a pessoa quiser o teste pode ser anônimo. O “Coas” CTA funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. O endereço é Rua Regente Feijó, número 637, no Centro. O telefone do “Coas” CTA é (19) 3236 – 3711.

Já o CTA Ouro Verde realiza o teste da aids com diagnóstico rápido. O resultado dos exames fica pronto em média quinze minutos após a coleta de material para o teste. O resultado é entregue apenas à pessoa que fez o teste e ninguém mais fica sabendo o resultado, de acordo com o Programa Municipal de DSTs e Aids de Campinas. O CTA Ouro Verde atende de graça e com descrição. No CTA Ouro Verde também o teste de HIV pode ser anônimo. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, sempre das 7h às 19h.

No CTA Ouro Verde, localizado no Hospital Ouro Verde e com facilitação para acesso através do terminal de ônibus do Ouro Verde. O endereço é avenida Rui Rodrigues, 3434. O CTA Ouro Verde funciona das 7h às 19h. E o telefone do CTA Ouro Verde é 3226 – 7475. O atendimento é discreto, de graça e se a pessoa quiser pode ser anônimo.

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Grávidas têm direito a pré-Natal, inclusive com teste de HIV, nos Centros de Saúde de Campinas

Mães que só descobrem, durante a gravidez, que são portadoras do vírus da aids, podem por meio de acompanhamento pelo Centro de Referência do Programa DST/Aids de Campinas, evitar que o bebê também tenha o vírus HIV

Entrevistada: Maria Cristina Feijó Januzzi Ilario - Enfermeira sanitarista, coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids da Secretaria Municipal da Saúde da Prefeitura de Campinas

O Programa Municipal de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (PMDST/Aids) de Campinas avalia que uma importante quantidade de mães – jovens e adultas – acaba descobrindo ser portadora do vírus da aids somente quando realizam exames, como o de HIV, no período da gestação. Além disso, muitas ficam expostas à transmissão do HIV/aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis, durante a gravidez se o pai ou eventuais outros parceiros (fixos ou não) não adotam medidas de proteção durante as relações íntimas – uso correto e freqüente de camisinha e práticas de redução de danos, no caso de usuários de drogas.

“Transmissão vertical” é o termo usado para esta forma de pegar o vírus que provoca a aids. “Além do HIV que causa a aids, a sífilis também pode ser transmitida da mãe para o filho, seja na gravidez, no momento do parto ou da amamentação”, afirma a enfermeira sanitarista Maria Cristina Feijó Januzzi Ilario, coordenadora geral do Programa de DST/Aids de Campinas. Ela é a autoridade municipal no Conselho Estadual de Secretários Municipais de Saúde de São Paulo (Cosems), junto à Câmara Técnica de DST e Aids para o trabalho de controle da Transmissão Vertical da Sífilis.

O nascimento de crianças soronegativas que são filhos ou filhas de mães ou até de pais que têm o vírus HIV é possível graças ao seguimento correto das recomendações e adesão, quando necessário, ao uso de medicamentos prescritos por uma equipe competente da Saúde. E a população não tem de pagar nada mais por isso, pois o atendimento é realizado com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Não existe cura conhecida para a aids, mas sim o tratamento para esta doença à qual estão expostas todas as faixas da população, sejam homens, mulheres ou crianças de qualquer idade, independente de sua etnia, crença, opção, identidade ou prática sexual. Mas entre diversas conquistas obtidas pelo Brasil na assistência às pessoas que vivem com HIV ou que vivem com aids está a possibilidade de que seus filhos ou filhas possam nascer sem a doença, sem serem portadores do vírus HIV.

Transmissão Vertical do HIV em Campinas

Até 2001 = 79 crianças de zero a quatro anos foram notificadas por aids em Campinas.

2002 = Oito

2003 = Três

2004 = Três

2005 = Sete (nesse ano foi atualizado o banco e notificados casos perdidos dos outros anos)

2006 = Duas

2007 = Quatro

2008 = Duas (até 12 de novembro)

O protocolo ACTG (que introduziu a profilaxia para impedir a transmissão vertical = introdução do coquetel para as gestantes HIV+ no início do pré-natal, e AZT xarope para o bebê até os dois meses de vida, sem aleitamento materno pode reduzir a TV de 25%m a 2%, e a 0% se associada à cesárea "impelicada" (sem ruptura da bolsa durante a cesárea), só foi iniciado no final dos anos noventa. Então, a melhor avaliação faz referência a, pelo menos, 18 meses depois do nascimento, a partir de 2001.

Mais informações à Imprensa: (19) 9373 – 5001, com Eli Fernandes


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